O quinto selo
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Quando estudamos o livro do Apocalipse não podemos esquecer que existem três maneiras de interpretar as profecias da Bíblia. A primeira é a maneira preterista, que coloca as profecias todas no passado; a segunda a futurista, onde as profecias da Bíblia deverão se cumprir num futuro muito distante. A terceira é a historicista, que localiza o cumprimento da profecia apocalíptica no fluxo da história. A maneira historicista de interpretar as profecias fortalece a nossa fé, porque mostra a obra de Cristo no passado, presente e futuro.
Ao estudar os sete selos, você precisa ver a ação de Deus na história do mundo e especificamente a ação de Deus na história da igreja cristã ao longo dos anos.
Hoje vamos para o quinto selo do Apocalipse. É importante, antes porém, lembrarmos do que aconteceu antes, no quarto selo com o cavalo amarelo que tinha por nome “morte”. Nesta época, a igreja de Roma dominou o mundo religioso e político e impôs uma religião, que em muitos pontos contraria os ensinamentos da Bíblia. Por não concordarem, milhares de cristãos sinceros foram cruelmente mortos.
No quinto selo, período que vai de 1517 a 1755, Deus está dando uma resposta a essa igreja de Roma e também fazendo uma reparação às falsas acusações que foram dirigidas aos fiéis filhos de Deus. A profecia do quinto selo diz o seguinte: “… Até quando, ó verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? E foram dadas a cada um compridas vestes brancas e foi-lhe dito que repousassem ainda um pouco de tempo…” (Apocalipse 6:10-11).
A pergunta que inicia a profecia é muito importante: “Até quando?” Esta pergunta reflete a angústia daqueles que tiveram os seus queridos mortos e acusados de hereges antes de morrer.
Amigo ouvinte, Deus não deixa os filhos dEle sem resposta. Deus nunca vai permitir que o erro se apresente como vencedor. Por nisso, ao abrir o quinto selo, Deus é apresentado como sendo justo para com aqueles que foram leais e fieis a Ele.
No tempo certo Deus vai se levantar para julgar as ações de todos os povos. “O quinto selo fora dirigido especialmente aos santos, perseguidos pela intolerância de Roma na Idade Média, para animá-los e assegurar-lhes que a causa de Deus que eles defendiam jamais fracassaria na terra, mas que seria vitoriosa apesar da satânica fúria de seus inimigos em causar oposição. Garantiu-lhes igualmente a mensagem deste selo que, todos os que porventura fossem obrigados a pagar a sua fidelidade ao céu com a própria vida, a vitória em Cristo Jesus lhes seria assegurada sem problema algum” (A verdade sobre as Profecias do Apocalipse, Aracely de Mello, pg.96 ).
Leonardo Schoener, assim descreveu este tempo: “Estamos dispersos como ovelhas sem pastor. Fomos compelidos a abandonar a lar. Somos como corvos noturnos que habitam nas rochas. Nossas moradas estão nas cavernas e rochedos. Não só os homens, mas também as mulheres e moças têm dado testemunho da verdade… o mundo ainda rola e descansa; ele delira como se estivesse louco. Eles inventaram mentiras contra nós. Não cessaram seus fogos contra nós. Oh! Senhor até quando estarás em silêncio? Até quando não julgarás o sangue dos teus santos?” Leonardo foi decapitado no dia 14 de Janeiro de 1528.
Sim, “até quando”, este era o clamor profético dos mártires. Atente para o que Deus disse a João sobre o futuro dos fiéis: “E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram” (Apocalipse 6:9).
Ao abrir o quinto selo, numa linguagem figurada, foi visto debaixo do altar as almas dos que foram mortos. O que isso quer dizer? João contemplou o grande numero de cristãos que seriam mortos. Eles estariam debaixo da terra em seus sepulcros. Um especialista no Apocalipse explica que “sem duvida a própria terra deve ser o altar onde foram sacrificados por seus perseguidores. Ao ver, pois, o profeta as almas ‘debaixo do altar’ onde foram mortos os santos viu-as debaixo da terra, o verdadeiro altar onde foram mortos os mártires, ou as viu em suas sepulturas. Pois o quinto selo declara que foram mortos e sepultados, ou, postos debaixo do altar da terra” (idem, p. 97 e 98).
Na visão profética foi dada a estes homens e mulheres, longa veste branca. Ao baixarem a sepulturas, as mais terríveis acusações foram feitas. A reputação destes filhos de Deus foi manchada. De vergonha e opróbrio foram cobertos. Mesmo não sendo julgados por Deus, João os vê vestidos de branco. Isto mostra que os mártires foram reconhecidos por Deus como vencedores.
Deus, para mostrar o erro que os poderes terrestres haviam cometido, dá-lhes vestes brancas, que simbolizam a justiça e a pureza. Hoje, os mártires aguardam em silêncio o dia do julgamento final, quando o grande Rei, se levantará para julgar todos os povos.
O próprio João viu, profeticamente, o cumprimento do quinto selo. “E um dos anciãos me falou dizendo: Estes que estão vestidos de vestidos brancos, quem são, e donde vieram? E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram de grande tribulação, e lavaram os seus vestidos e os branquearam no sangue do cordeiro” (Apocalipse 7:13-14).
Amigo ouvinte, creia no Senhor para estar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.
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Hoje, vamos estudar mais uma etapa da história da greja cristã. A profecia diz o seguinte: “Quando o Cordeiro abriu o quarto selo, ouvi a voz do quarto ser vivente dizendo: Vem! E eis um cavalo amarelo, e o que estava assentado sobre ele tinha por nome morte; e inferno o seguia; e foi-lhe dado poder de matar a quarta parte da terra, com espada, com fome, e com peste, e com feras da terra.” (Apocalipse 6:7-8).
Algumas pessoas apreciam muito esta parte do Apocalipse para produzirem terror espiritual. Os sete selos e suas implicações são utilizados visando causar uma expectativa negativa de destruição e morte. Por isso, os apaixonados pelo caos mundial gostam de falar sobre o cavalo amarelo.
Sempre é bom lembrar que o que foi revelado a João é uma profecia que anuncia diferentes períodos pelos quais a igreja cristã passaria ao longo da história. Assim, o período da história da igreja cristã, simbolizado pelo cavalo amarelo, vai do ano 538 a 1517 d.C.
Este período foi o tempo quando o imperador transferiu o poder da liderança da Igreja para o papado. A visão do cavalo amarelo simboliza o período no qual se consumou o caos da igreja cristã. Essa degradação teve inicio no período simbolizado pelo cavalo vermelho, tornou-se mais forte no período simbolizado pelo cavalo preto e quase inimaginável no período do cavalo amarelo.
A igreja pura, que Jesus estabeleceu e que os apóstolos mantiveram incontaminada durante o primeiro século, foi se corrompendo lentamente. Ao chegar a Idade Média ou período do cavalo amarelo, é encontrada uma igreja cristã, apenas de nome, que não era nem a sombra da daquilo que Jesus havia fundado. A adoração somente a Deus havia desaparecido. Sobejavam adoradores de imagens e ídolos feitos por mãos humanas.
Veja que a profecia diz que a morte seria marca desse período. E foi. Todo e qualquer dissidente ou descontente com essa deturpação religiosa era perseguido e cruelmente morto para servir de lição aos demais. Matava-se, pilhava-se, cometiam-se atrocidades em nome de Deus. As fogueiras viviam acesas pois eram queimados vivos os que tinham coragem de ficar ao lado dos ensinamentos bíblicos.
Um historiador conta o seguinte: “Visitei a Espanha, França, Itália, os lugares mais profundamente manchados e tintos com sangue dos mártires… Oh! É uma história sangrenta. Estive no vale de Lucena, onde habitavam os fieis Valdenses, aqueles antigos protestantes que se apegavam ao evangelho puro através de todos os séculos escuros, aquele aprazível vale com todas as suas encostas cobertas de pinheiros que Roma transformou num matadouro. Que horrível massacre de homens mansos, que horríveis massacres de delicadas mulheres e indefesas crianças. Sim, vós o odiastes, caçastes e armaram-lhes ciladas, os torturastes, os apunhalastes, os atravessastes com lanças, os empalastes, os enforcastes, os assassinastes, os cortastes em pedaços, os violastes, desrespeitastes mulheres e crianças, vós os rasgastes ao meio, membro a membro, os arremetestes em precipício e os despedaçastes ao encontro das rochas. Vós torturastes, os queimastes e os sacrificastes. Assim a Espanha, Itália, França, foi transformada num verdadeiro matadouro”.
Um outro exemplo do que a igreja de Roma fez neste período foi com um cidadão, chamado João Huss. Ele foi levado diante de um grupo de cardeais para retratar-se, mas ao invés de fazer o que lhe salvaria a vida, ele disse o seguinte: “Com que cara contemplarei os céus? Como olharia para as multidões que preguei o evangelho?” Depois de despirem João Huss e colocarem roupas de opróbrio e vergonha, os prelados disseram: “Agora votamos a tua alma ao diabo” e João Huss erguendo os olhos para o céu disse: “Entrego o meu espírito em tuas mãos, oh Senhor Jesus, pois tu me remiste”.
Foi entregue as autoridades seculares e levado ao lugar de execução. Um grande grupo o acompanhou. Centenas de homens armados juntamente com os padres e bispos. Quando foi ateado fogo ao poste, e tudo pronto para acender a fogueira, o mártir foi outra vez orientado a retratar-se dos seus erros. Porém, respondeu “Não posso retratar-me, mas alegremente confirmarei com o meu sangue as verdades que escrevi e preguei”. Quando as chamas começaram a envolvê-lo, ele passou a cantar: “Jesus, filho de Davi, tem misericórdia de mim”, e assim silenciou a sua voz.
Jerônimo, um dos discípulos dele teve a mesma sorte de seu mestre. “Foi preso, lançado em uma masmorra e sustentado a pão e água. Ali ficou 340 dias sem ver a luz do sol. Quando saiu para apresentar-se ao concílio sua carne estava como que podre sobre os seus ossos. Ao confirmar sua crença na Bíblia, todo o concílio o classificou como herege. Sem demora se proferiu a sentença de morte contra ele. Contudo, ele fez o trajeto tendo o semblante iluminado, com alegria e paz. Seu olhar fixava-se em Cristo e a morte havia perdido o terror. Quando o carrasco, estando para acender a fogueira passou por traz dele; o mártir exclamou: “Venha com ousadia para a frente; ponha fogo à minha vista. Se eu tivesse medo não estaria aqui”.
A Igreja neste período adquiriu poder político e passou de perseguida, no primeiro século, a perseguidora na Idade Média. O líder da Igreja passou para si poderes que pertencem unicamente a Deus: que é perdoar pecados, condenar e absolver pecadores, e exigir adoração e reclamar infalibilidade.
Amigo, a profecia cumpriu-se ao pé da letra. A morte de cristãos por cristãos pagãos, foi a marca deste triste período.
E nós? Confiamos em Deus e nos profetas dEle? Faça isso para ficar seguro e prosperar.
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Na linguagem figurada de João, autor do Apocalipse, os sete selos estão sendo abertos e revelações importantíssimas das diferentes fases da igreja cristã estão sendo feitas. Já vimos os dois primeiros períodos: do cavalo branco e do cavalo vermelho.
A profecia da seqüência tem a ver com o cavalo preto. Apocalipse 6:5 – “E olhei, e eis um cavalo preto; e o que estava montado nele tinha uma balança na mão”.
A cor preta fala por si mesma. Ela é o contrário do branco. Não é difícil de entender e compreender este período. Se o cavalo branco simboliza o período de pureza da Igreja, você já pode imaginar o grau de degradação representado por este terceiro cavaleiro.
Antes de analisar a profecia, mais uma informação. João estava recebendo uma revelação de Jesus Cristo sobre o futuro da igreja cristã, que tinha começado com Ele e com os discípulos. João era um dos pioneiros desta igreja. Agora, ele presencia que, num determinado tempo da história, as verdades ensinadas por Cristo, representadas pelo cavalo branco, iriam se degradar a tal ponto que num outro período seriam simbolizadas pelo cavalo preto. Este período vai do ano 313 a 538 de nossa era. Essa é a igreja que vai até o inicio da Idade Média.
Mas o que aconteceu com a igreja cristã para cair tanto assim e ser comparada a um “cavalo preto”? A igreja não foi capaz de manter pura a adoração ao único e verdadeiro Deus nem prestou obediência fiel à Bíblia e aos seus ensinos. Neste período a igreja passou a dar mais valor às tradições do que ao que estava revelado na Bíblia Sagrada.
Durante este período houve a queda do Império Romano. Os imperadores já haviam desaparecido na maior parte desta fase da história, e a única autoridade que permaneceu foi o bispo da Igreja cristã de Roma, antiga sede do poder político. O poder desse líder religioso não era somente espiritual, era também um poder com conotações políticas e sociais.
A igreja, nesse período, buscou fortalecer a unidade entre cristianismo e o paganismo. Tudo havia começado com a suposta conversão de Constantino ao cristianismo. Esse imperador entendeu que perseguir os cristãos não adiantava. Eles cresciam cada vez mais. Por isso, montou essa enganosa estratégia visando enfraquecer o cristianismo. E conseguiu.
A dita conversão dele aconteceu mais ou menos assim: quando estava se preparando para mais uma guerra, Constantino disse ter visto no céu o sinal de uma cruz, e uma frase: “Com este sinal vencerás”. A cruz era um símbolo dos cristãos e Constantino era um pagão. Assim, ele ordenou que a partir daquele momento a cruz deveria ser pintada em todos os escudos dos seus soldados e no estandarte de seu exército.
Diz-nos a história que ele reuniu o seu cunhado Licinio, e fizeram a seguinte declaração: “Por isso temos resolvido conceder aos cristãos e a todos os outros a liberdade de cada um seguir a religião em que crê, a fim de que a divindade que está no céu, qualquer que seja ela, dê paz e prosperidade a nós súditos”.
Nesta época foram introduzidos na igreja cristã vários ensinamentos que não tem apoio bíblico. Citarei alguns para que você tenha uma idéia melhor do que estou dizendo: a doutrina bíblica diz que Jesus é o único Salvador (Atos 4:12), a falsa doutrina diz que Jesus e os santos ajudam a salvar. A doutrina bíblica diz que a salvação é pela fé (Romanos 5:1), mas a falsa diz que a salvação é pelas obras e penitências. A doutrina bíblica diz que se deve somente adorar a Deus (Êxodo 20:3), mas o ensino falso diz que se pode se adorar imagens de pessoas especiais.
O apóstolo João escreveu ainda que neste período, “uma medida de trigo seria vendida por um dinheiro e três medidas de cevada por um dinheiro” (Apocalipse 6:6).
“No período compreendido pelo “cavalo preto”, o trigo (evangelho em sua pureza, alimento bom) era bastante escasso como se pode observar pela oferta que se fazia: apenas “uma medida por um dinheiro”. A cevada por sua vez (doutrinas parecidas com o trigo e que satisfaziam as multidões) havia em abundância: por um dinheiro ofereciam-se três medidas de cevada” (Vilmar Gonzalés, Daniel e Apocalipse pg.157). Nesse período havia fome espiritual. Os líderes escondiam do povo o “pão da vida” e ofereciam um alimento de segunda ou terceira qualidade.
Foi nesta época que líderes religiosos ofereciam o perdão com a venda de indulgências. Era dito que, no momento que as moedas batessem no fundo das salvas, os pecados eram apagados no livro dos céus. Neste tempo, o povo vivia com fome da palavra de Deus.
A profecia diz que o cavaleiro que estava montado no cavalo preto, tinha uma balança na mão. O cavaleiro que dirigiu este cavalo é bem diferente do que dirigia o cavalo branco. A igreja trocou a liderança de Cristo por um homem corrupto e mau, que nunca foi cristão.
O cavaleiro tinha uma balança na mão. O que significa o cavaleiro com essa balança? A balança serve para medir, avaliar, pesar. Agora a balança estava equilibrada. Cristãos e pagãos estavam em equilíbrio. Os cristãos tinham o próprio Imperador como membro de sua comunidade. Portanto os cristãos e pagãos, estavam nas mãos de Constantino.
E você, amigo ouvinte, de que lado está? Creia no Senhor Deus para estar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.
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ComenteO cavalo vermelho
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Estamos estudando os sete selos do Apocalipse. Espero que você não tenha esquecido que o Apocalipse é uma revelação de Jesus Cristo. É um livro que revela que existe um grande conflito entre Cristo e Satanás, e mostra também como essa luta acontece em nosso planeta.
No último programa vimos a igreja cristã, na sua primeira fase. Nessa época, Cristo e os apóstolos eram os dirigentes da igreja, porém, com o passar do tempo, a igreja cristã começou a enfrentar outros problemas. Hoje, vamos estudar uma etapa muito difícil que a igreja viveu.
A profecia que será estudada diz o seguinte: “E saiu outro cavalo, vermelho; e ao que estava assentado sobre ele foi dado que tirasse a paz da terra, que matassem uns aos outros; e foi-lhe dado uma grande espada” (Apocalipse 6:4).
O período representado pelo cavalo vermelho vai do ano 100 ao ano 313 d.C. Este período foi marcado pelas perseguições do império romano aos cristãos. Foram mais de dez grandes perseguições. Neste período a igreja cristã foi chamada de a “igreja das catacumbas”.
O que eram as catacumbas? Eram cemitérios subterrâneos. Como os pagãos acreditavam que quando a pessoa morria a alma continuava viva, eles não entravam nestas catacumbas; assim os cristãos aproveitavam para se refugiar nestes cemitérios.
Se você for à Roma poderá visitar uma destas catacumbas. A mais visitada é a de São Calixto. Ela tem túneis que estão a vinte e dois metros de profundidade. Há centenas e centenas de túneis embaixo da terra. Ali, junto aos mortos, os cristãos viveram e realizaram seus cultos.
Neste período mais de sessenta mil cristãos foram mortos pelo império romano. A profecia diz que este poder iria tirar a paz da terra. Isto foi cumprido com todos os pormenores e, em alguns casos, com requintes de crueldade.
Vimos no programa anterior, que o cavalo branco representava a pureza da doutrina de Cristo. A pureza na adoração, a pureza na obediência à Palavra de Deus. No primeiro século a doutrina de Jesus foi mantida inalterada.
Porém, o grande objetivo de Satanás sempre foi atacar a igreja de Deus nesses dois pontos: a adoração e a obediência. Se ele conseguisse corromper a adoração a Deus e a doutrina de Cristo, seria o máximo.
É interessante fazermos uma comparação entre os dois primeiros cavaleiros. O do cavalo branco tinha um arco. Essa arma na mão de alguém significa prontidão para defender o que lhe pertence. Porém, o que está montado no cavalo vermelho tem em sua mão uma grande espada. O cavalo vermelho revela discórdia, discussão e controvérsia entre os filhos de Deus. Vermelho é cor de sangue, e, por esse motivo, muitos estudiosos da Bíblia relacionam este período com a época de perseguições extremas que a Igreja atravessou durante os três primeiros séculos, nas mãos dos Césares.
Mas a profecia diz que este cavaleiro iria tirar a paz. E isto foi cumprido plenamente nos dias dos imperadores romanos. Qualquer livro da história do cristianismo, nos primeiros séculos, traz as atrocidades cometidas contra os cristãos.
Mas a profecia afirma que neste tempo “os homens se matavam uns aos outros”. O profeta, além de ver a destruição dos cristãos, também viu uma grande luta dentro da igreja cristã. Um dos grandes problemas que os cristãos iriam enfrentar, não era unicamente a perseguição do império romano, e sim os falsos ensinos que seriam inseridos dentro do cristianismo.
O que aconteceu neste período foi que a Igreja espalhou-se em todo o mundo, e passou a batizar pessoas que não tinham o conhecimento suficiente da doutrina cristã. Muitos gregos, romanos, ou de qualquer outra nacionalidade, começaram a pertencer à igreja sem ter abandonado os seus velhos costumes e doutrinas.
Assim, de maneira bem lenta a gradual, os cristãos nominais começaram a trazer para dentro do cristianismo, costumes e crenças que tinham enquanto estavam envolvidos com o paganismo, e a doutrina cristã foi sendo gradativamente deixada de lado.
Até o próprio imperador “converteu-se”. Foi Constantino. Adorador do sol, com um dia consagrado para isso, o domingo, primeiro dia da semana. Por influência dele a igreja cristã assimilou essa crença, estranha ao corpo de doutrinas.
Conseqüentemente aconteceram conflitos internos na igreja decorrentes dessa mistura da verdade com o erro. Necessitavam de uma liderança forte e o bispo de Roma foi escolhido. Agora no poder, a própria liderança cristã passou a perseguir quem não concordava. O historiador Walter Duram escreveu que “provavelmente, mais cristãos foram degolados por cristãos do que em todas as perseguições que os pagãos fizeram contra os cristãos na história de Roma” (O Terceiro Milênio e as Profecias do Apocalipse, pg.42).
Este período foi marcado pela perseguição de pagãos contra cristãos e de falsos cristãos contra os verdadeiros cristãos. A paz interna e externa foi tirada da Igreja. “As polêmicas geraram ataques pessoais e acusações da pior espécie. O príncipe da paz foi afastado do trono da Igreja e ela virou confusão. Estava dado um largo passo para a apostasia iminente e contínua na Igreja cristã que até hoje continua no meio da cristandade” (A verdade sobre as Profecias do Apocalipse, pg.91).
A profecia se cumpriu mais uma vez. Os sinceros deram a própria vida pelo cristianismo deixado por Jesus.
Creia no Senhor Deus para ficar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.







