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Finalmente, a nova terra!

ENCONTRO COM AS PROFECIAS 261

Que bênção! Chegamos aos dois últimos capítulos da Bíblia e ao fim dessa primeira série de profecias – as principais profecias do Gênesis ao Apocalipse.

A mensagem profética diz: “Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe” (Apocalipse 21:1).

A palavra “novo” pode ser entendida de duas formas: Na língua grega, há duas palavras para “novo”, mas em português temos somente uma. A primeira é “Kainós” e a segunda é “Neós”. Cada uma tem um sentido diferente. “Kainós, significa novo em qualidade, em contraposição com o que está gasto ou arruinado. Neós, se refere a algo novo no tempo” (C.B.A.S.D. vol. 7, p. 902).

Kainós é a palavra destacada no texto; ela aparece duas vezes. O que João está nos dizendo é que Cristo vai criar uma nova terra, mas com o material já existente. Ou seja, Ele vai usar a matéria prima da velha terra e com isso recriará uma Nova Terra.

João usa a expressão que a primeira terra passou. O que ele está tentando transmitir a todos nós é que aquela Terra perfeita que fora criada no início desse mundo, agora está completamente desfigurada e destruída pela ação do pecado, e Deus não vai permitir que ela continue assim por toda a eternidade.

Nessa Nova Terra o mar não vai existir. Por quê? “Os mares e oceanos como conhecemos agora não mais existirão na nova criação” (idem).

A promessa é que na nova Terra não haverá nada que lembre separação, divisão. Seremos uma grande família, tendo como Pai Deus, e como irmão mais velho, Jesus Cristo. “Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles” (Apocalipse 21:3).

A vida será cheia de alegria na nova Terra. Nada que nos entristece sentiremos ali. “E lhes enxugará dos olhos toda a lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá mais luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas já passaram” (Apocalipse 21:4).

No centro da nova capital do Universo de Deus estará a Árvore da Vida, fonte de saúde para todos os habitantes do lugar. Como já estudamos em programas anteriores, especialmente as profecias de Isaías, nesse lugar não haverá qualquer resquício de violência ou medo. Harmonia plena existirá entre os animais e também entre esses e o ser humano. O leão, o cordeiro, o leopardo, o lobo, todos conviverão em perfeita união.

Será um lugar onde todos conhecerão como são conhecidos. E mais: “Todas as faculdades se desenvolverão, ampliar-se-ão todas as capacidades. A aquisição de conhecimento não cansará o espírito nem esgotará as energias… e surgirão ainda novas alturas a atingir, novas maravilhas a admirar, novas verdades a compreender. Todos os tesouros do universo estarão abertos ao estudo dos remidos de Deus. Livres da mortalidade, alçarão vôo incansável para os mundos distantes” (O Grande Conflito. 18.ª ed. 1975, pp. 674).

Após João apresentar todo esse mundo dos sonhos, afirmou: “O vencedor herdará estas coisas, e eu lhe serei Deus, e ele me será filho” (Apocalipse 21:7). O verso seguinte relaciona os que não estarão nos céus, ou seja, os covardes, incrédulos, abomináveis, assassinos, impuros, feiticeiros, idólatras e mentirosos.

Não seremos vencedores se formos covardes. Muitos não triunfam na luta espiritual devido à covardia e sua debilidade moral. A incredulidade é outro ponto que precisa ser vencido. São pessoas que precisam de fé ou perseverança. Têm dificuldade para confiar em Deus até o fim de sua vida.

Os abomináveis são aqueles que causam repugnância, causam horror e espanto a todos. Essa reação pode ser pelo comportamento, palavras e conceitos espirituais. Os homicidas são todos os que ao longo da história perseguiram e assassinaram os fiéis filhos de Deus.

A feitiçaria é algo que precisa ser vencida. Ela é vista nos praticantes de artes mágicas ou na magia, encantamentos ou bruxaria. A idolatria é uma referência aos pagãos e cristãos nominais que mantém práticas pagãs, ou seja, adoram pessoas ou objetos, ao invés de Deus. A mentira é o ato de não dizer a verdade, porém também inclui os que ensinam falsas doutrinas.

Em outras palavras, temos que vencer o mundo com suas práticas perversas e contrárias a Deus e à Sua Palavra, pois só chegarão lá os vencedores. A Nova Terra é para vencedores. Essa vitória precisa ser conquistada diariamente, ao lado do Senhor Jesus, com Ele!

Creia nEle para ficar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.

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Mil anos no céu

ENCONTRO COM AS PROFECIAS 260

Neste programa quero estudar com você o capítulo 20 do Apocalipse. Vamos entender, detalhadamente, o fim do diabo, do mal, do pecado e dos pecadores que não se arrependeram.

Apocalipse 20:1-3 – “Então, vi descer do céu um anjo; tinha na mão a chave do abismo e uma grande corrente. Ele segurou o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, Satanás, e o prendeu por mil anos; lançou-o no abismo, fechou-o e pôs selo sobre ele, para que não mais enganasse as nações até se completarem os mil anos. Depois disto, é necessário que ele seja solto pouco tempo”.

O milênio é um assunto que gera algumas controvérsias entre os estudiosos da Bíblia. Particularmente, acho muito simples e fácil de ser compreendido.

Os mil anos começam com a volta de Jesus. Paulo, na primeira carta aos Tessalonicenses, 4:16, conta que “o Senhor mesmo, dado a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro.”

O Novo testamento fala 318 vezes sobre a volta de Cristo. Com a vinda dEle algumas coisas começam a acontecer. Há uma grande ressurreição. Todos os justos, de todos os tempos e de todos os lugares ressuscitam (João 5:28-29; I Coríntios 15:52). Juntamente com os justos vivos são todos transformados, num momento, num piscar de olhos.

Uma grande multidão está sendo organizada e convidada para viajar ao trono de Deus ( I Tessalonicenses 4:17; Mateus 24:31). “Os anjos ‘ajuntarão os Seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus’. Criancinhas são levadas pelos santos anjos aos braços de suas mães. Amigos há muito separados pela morte, reúnem-se para nunca mais se separarem, e com cânticos de alegria sobem juntamente para a cidade de Deus. E os remidos bradam: Aleluia! Enquanto prosseguem em direção à nova Jerusalém” (O Grande Conflito. 18.ª ed. 1975, p. 643).

Onde estarão os ímpios durante os mil anos? A Bíblia diz que os ímpios, ou aqueles que não se prepararam, serão mortos pelo esplendor da vinda do Senhor (II Tessalonicenses 2:8; Apocalipse 6:15-17). Ficarão mortos pelo período de mil anos, mesmo tempo que a Terra ficaria vazia de seus moradores.  Apenas Satanás e seus anjos, como vimos no texto lido no início, permanecerão aqui. Não terão acesso a nenhum outro lugar. O diabo terá a oportunidade de vaguear pelo planeta e contemplar os resultados de sua rebelião contra a lei de Deus.

No céu, acontecem as bodas do Cordeiro. O noivo (Cristo), a noiva (Nova Jerusalém) e os convidados (os salvos). Durante mil anos os salvos terão a oportunidade de conhecer um pouquinho do grande universo de Deus. Apocalipse 20:4 diz ainda que vão reinar com Cristo e julgarão a Satanás, seus anjos e todos os ímpios (I Coríntios 6:2-3). Será a oportunidade de sanar todas as dúvidas com relação aos que foram salvos ou ficaram perdidos para sempre. O acesso aos arquivos celestiais estará liberado e todos poderão comprovar da bondade, disponibilidade e oferecimento de salvação dirigido a cada ser humano.

Depois de completados os mil anos, Jesus retorna pela terceira vez a este planeta. Agora, na companhia de todos os salvos e com a Nova Jerusalém, a gigantesca cidade celestial. Acontece a segunda ressurreição, a de todos aqueles que não foram salvos. Satanás é solto de sua prisão, ou seja, tem novamente pessoas para serem manipuladas pelo engano. O texto bíblico conta que ele sairá pelos quatro cantos da Terra (norte, sul, leste e oeste) para enganar os ímpios ressuscitados, fazendo-os crer que é possível vencer os salvos e tomar a cidade celestial (Apocalipse 20:8).
Não é possível precisar exatamente quanto tempo será necessário para toda a essa organização. Talvez algumas semanas ou meses. A Bíblia diz que será “um pouco de tempo”.

Porém, ao se aproximarem do alvo, o trono de Deus se elevará da cidade e Cristo será coroado diante da humanidade inteira: os salvos e os perdidos. Após esse momento solene, os pecadores tentarão atacar a cidade e os salvos e, segundo a profecia bíblica, descerá fogo do céu para os consumir.

A estranha obra de Deus será efetuada. Desaparecerão para sempre pecado e pecadores, raiz e ramos. O mesmo fogo que queimará tudo isso purificará o planeta e nEle Deus irá criar novos céus e nova Terra.

O grande conflito terá terminado. Pecado e pecadores não mais existirão. “O universo inteiro estará purificado. … Desde o minúsculo átomo até o maior dos mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, em sua serena beleza e perfeito gozo, irão declarar que Deus é amor.”  (O Grande Conflito, p. 675).

Amigo ouvinte, você está pronto para este grande e decisivo encontro? Creia no Senhor Deus para permanecer seguro. Creia nos profetas dEle para viver eternamente.

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Rei dos reis

ENCONTRO COM AS PROFECIAS 259

Estamos nos aproximando dos últimos momentos da história deste mundo. O caos social, político e religioso é a marca desse momento. Esse é um dos capítulos mais fascinantes do Apocalipse. No capítulo dezessete, Babilônia aparece com toda a sua glória e esplendor a todo o mundo. No capítulo dezoito, ela e suas filhas são desmascaradas diante de todo o Universo, e um grande apelo é feito para que todos deixem Babilônia, porque ela vai cair. No capítulo dezenove é descrita de uma forma extraordinária a vitória de Cristo sobre todos aqueles que se colocaram em oposição a Ele ao longo da história. É a vitória de Cristo e de Seus aliados contra os poderes satânicos e seus aliados.

Hoje vamos estudar Apocalipse 19:16 – “Tem no seu manto e na sua coxa um nome inscrito. REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES.”

Em que contexto esse título foi dado? Todo o capítulo dezenove homenageia a Cristo. João inicia mostrando que ouviu uma grande voz do céu, que dizia: Aleluia (19:1). Todo o céu se uniu em um grande coral para apresentar um cântico de louvor a Cristo.

“Este cântico de louvor a Deus será imediatamente depois de que se haja completado a obra do sétimo anjo, que é portador das pragas… este hino se cantará em um momento imediatamente anterior à aparição de Cristo” (C.B.A.S.D. vol. 7, p. 884).

Há um fato interessante entre o capítulo dezoito e o dezenove. No dezoito os ímpios, os reis e mercadores pronunciam três “ais”, ao perceberem a queda de Babilônia (18:10, 16 e 19), e no dezenove aparecem os anjos louvando a Deus e pronunciando três vezes a palavra “aleluia” (19:1, 3, 6).

A palavra “ai” é usada em momentos que traduzem muita dor, tristeza e decepção. A palavra “aleluia” é usada em momentos onde o prazer, o contentamento e a alegria tomam conta de todos. É uma manifestação poderosa de satisfação com o que está acontecendo.

Na terra, um grupo sofre os efeitos das sete pragas, e no céu há júbilo porque o grande conflito terminou e Cristo foi o grande vencedor desse combate. Cada um de nós tem que escolher hoje as palavras que vai usar no final de todas as coisas. Podemos usar “ai” ou “aleluia”. Podemos estar tomados de pavor, medo e dor ou cheios de esperança e alegria porque nosso Senhor é o vencedor e nós venceremos com Ele.

Depois desse hino de louvor, o profeta apresenta a preparação que o céu fará para as bodas do Cordeiro. A idéia que João está passando numa figura de linguagem é que vai haver um casamento. Todos nós sabemos como funciona um casamento. Há três coisas que são indispensáveis: o noivo, a noiva e os convidados.

Para a ceia do Cordeiro, todos são convidados. Não há limite de convites. “O espírito e a noiva dizem vem” (Apocalipse 22:17). Cristo é o noivo, mas quem é a noiva? “Babilônia, utilizada no Apocalipse como símbolo da falsa religião, foi outrora uma cidade real. A noiva do Cordeiro, a Nova Jerusalém – também uma cidade real – é usada no Apocalipse para simbolizar todo o grupo de seres humanos que decide confiar em Deus e servi-Lo em amor, lealdade e santidade. Suas vestes de linho finíssimo, seus trajes nupciais, são um símbolo dos atos de justiça dos Santos” (C. Mervyn Maxwell. Uma Nova Era Segundo as Profecias do Apocalipse. 3ª ed. 2002, p. 488).

 “A esposa do Cordeiro é a grande cidade santa de Jerusalém. A Nova Jerusalém será a capital da Nova Terra, e a representante dos reinos do mundo, que têm servido ao nosso Senhor Jesus Cristo. Na Nova Jerusalém estará o jardim do Éden, no qual estará a árvore da vida. Estas bodas consistem em que Cristo receberá o Seu reino, representado pela Nova Jerusalém e a sua coroação como Rei dos reis e Senhor dos senhores nos céus, quando finalize seu ministério sacerdotal, antes que se derrame as sete pragas” (C.B.A.S.D. vol. 7, p. 885).

João estava encantado com o que estava ouvindo e vendo, e até quis prestar reverência a quem tinha mostrado todas essas coisas. Quis adorar o anjo Gabriel (19:10), mas imediatamente foi contido pelo anjo que o lembrou de um princípio fundamental do cristianismo. “Prostrei-me ante a seus pés para adorá-lo. Ele, porém, me disse: Vê, não faças isso; sou conservo teu e de teus irmãos que mantém o testemunho de Jesus; adora a Deus. Pois o testemunho de Jesus é o espírito de profecia” (19:10).

Os olhos do profeta se voltam para uma outra cena. É o momento que Jesus deixa o céu e volta a terra. Ele vem com o Seu manto e nele está escrito: “REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES”. Os versos 11 a 18 do capítulo dezenove descrevem com muitos detalhes o retorno de Jesus. Ele vem como um grande general montado em seu cavalo branco.

Essa profecia é mais uma que ainda não se cumpriu, porém, em breve o Filho de Deus deixará o céu mais uma vez e virá a esta terra buscar Seus filhos que foram seqüestrados por Satanás e até hoje são feitos seus reféns. Em breve todos nós seremos libertados do cativeiro pelo Rei dos reis e Senhor dos senhores e então participaremos da ceia das bodas do Cordeiro.

Tudo está praticamente pronto. E você? Também está pronto? Creia no Senhor Deus para ficar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.

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Caiu a grande Babilônia!

ENCONTRO COM AS PROFECIAS 258

Todo o capítulo dezessete do Apocalipse é a descrição do julgamento da Babilônia espiritual. O dezoito mostra a queda total desse poder que tanto mal fez a Deus, Seu povo e Sua Palavra. Mostra a tragédia que esse poder vai enfrentar no futuro. A sua queda já está garantida por Aquele que não falha. “E clamou fortemente com grande voz, dizendo: caiu, caiu a grande Babilônia, e se tornou morada de demônios e coito de todo o espírito imundo, e coito de toda a ave imunda e aborrecível. E ouvi outra voz do céu que dizia: Sai dela povo meu, para que não sejas participantes dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas” (Apocalipse 18:2,4).

Na Bíblia, a igreja é comparada a uma mulher. Uma moça na sua pureza moral representa a igreja de Cristo com toda a pureza de seus ensinos (Jeremias 6:2; II Coríntios 11:2), mas a igreja que perdeu seus objetivos e acabou se unindo ao Estado, tornando-se mais um clube social do que uma igreja é comparada a uma prostituta (Jeremias 3:20; Ezequiel 16).

O profeta João viu a grande influência desse poder, cuja primeira manifestação foi transmitir seus ensinos a todas as partes da terra (Apocalipse 17:2). A segunda característica do poder dessa igreja são os recursos financeiros, pois ela é descrita como estando adornada com muitas jóias e pedras preciosas (17:4). Uma terceira forma de uma instituição mostrar seu poder é quando ela consegue formar seguidores. Essa igreja conseguiu que muitas outras comunidades religiosas aceitassem seus ensinos. Ela é descrita como tendo em sua mão uma taça, e dentro dessa taça estava todo tipo de imundícia. Ela deu de beber a muitas igrejas que se intitulam protestantes ou evangélicas, e conseguiu o título de “mãe das prostituições” (17:5).

Após o anjo ter feito essa descrição, o sentimento que tomou conta do profeta foi uma grande admiração. O anjo o questiona do “por quê” da admiração (17:7), e logo em seguida começa a mostrar as fases pelas quais esse poder passaria. “As sete cabeças são sete montes, sobre os quais a mulher está assentada. E são também sete reis; cinco já caíram, e um existe; outro ainda não é vindo; e, quando vier, convém que dure um pouco de tempo” (Apocalipse 17:9-10).

“Roma é conhecida como a cidade das sete colinas ou sete montes, os quais são: Aventino, Palatino, Viminal, Quirinal, Ceoli, Janículo e Esquilino. Roma foi construída sobre as sete colinas, no ano 753 a.C” (Vilmar E. González, Daniel e Apocalipse. 3ª ed. 1988, p. 282).

Lembre-se que o profeta fala que a Babilônia espiritual está assentada sobre sete montes (Ap 17:9). Ele está querendo dizer mais do que os nomes das montanhas que cercam a cidade de Roma, onde está a sede da Babilônia espiritual. Montes têm o significado de poder, reinos (Jeremias 51:24-25; Daniel 2:35, 44; Isaías 13:4).

Quando Deus revela que esse poder estaria apoiado sobre sete montes, está mostrando a grandeza e a autoridade que seriam manifestados por esse poder em todos os tempos. Já os sete reis são aceitos como sendo as sete formas de governo que Roma experimentou, que foram: os reis, Cônsules, Ditadores, Tribunos, Decenvirato, Imperadores e Papas.

Nos dias de João, o anjo disse que cinco já haviam caído (Reis, Cônsules, Ditadores, Tribunos e Decenvirato), e um existe (Imperadores), e o outro não é vindo (Papal), e que duraria pouco tempo. Essa expressão “pouco tempo” pode ser entendida que esse último poder terá um tempo determinado. Ele não reinará eternamente. Um dia terá seu fim, um dia a grande Babilônia cairá.
Após João contemplar algumas características da Babilônia espiritual, ele vê um outro anjo, como que vindo do trono de Deus. Dizia algo que aparentemente é impossível de acontecer. Na descrição do profeta, o anjo clamou com grande voz, o que indica que será algo ouvido em todas as partes do mundo, porque a sua atuação foi mundial. Seus ensinos atravessaram os mares, cruzaram continentes e alcançaram os lugares mais longínquos da terra. O seu vinho (doutrinas contrárias à Bíblia) foi a todos os povos da terra (18:3), e Babilônia foi vista em queda pelo profeta.

Essa profecia é uma repetição da que já foi estudada na terceira mensagem apresentada em Apocalipse 14. A profecia aponta que esse poder apóstata caiu. A queda da Babilônia espiritual acontece em dois momentos. O primeiro é quando o “outro anjo” (18:1), descer do céu, e iluminar a terra toda. Se a terra precisa ser iluminada, é sinal que ela está em trevas. O mundo vive na mais densa escuridão, mas há uma profecia que aponta que chegará um dia que a luz vai ser difundida de uma forma muito ampla. A luz chegará a todas as pessoas e cada um terá que escolher: ficar nas trevas ou andar na luz que está sendo apresentada.

A segunda etapa da queda será quando os ímpios entenderem que foram enganados por esse poder apóstata, e não mais lhe darão o seu apoio. É o momento que o rio Eufrates seca. O povo, inclusive, vai se voltar contra os líderes espirituais e familiares (O Grande Conflito. 18ª ed. 1975, pp. 610-611). 

Babilônia – a confusão religiosa – cairá. Saia dela enquanto é tempo. (Apocalipse 18:22).

Creia no Senhor Deus para ficar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.

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